O Governo Municipal de Criciúma deverá se manifestar nos próximos dias sobre o novo valor da tarifa do transporte coletivo na cidade. As empresas responsáveis pela administração do setor solicitaram um reajuste de mais de 16%, alegando aumento nos custos operacionais. Enquanto uma comissão avalia a viabilidade de uma contraproposta, outra equipe já iniciou estudos para a aquisição dos primeiros ônibus elétricos da cidade.
A informação foi confirmada pelo Secretário Geral, Tita Beloli, que destacou que o projeto de modernização ainda está em fase embrionária, mas avança gradualmente. “Estamos analisando todas as possibilidades para modernizar o transporte público, e os ônibus elétricos são uma das alternativas promissoras”, afirmou Beloli.

A renovação da frota, com a inclusão de veículos elétricos, foi uma das propostas apresentadas durante a campanha eleitoral do prefeito Vaguinho e do vice-prefeito Salésio no ano passado. A iniciativa visa não apenas reduzir custos operacionais a médio e longo prazo, mas também tornar o transporte coletivo mais atrativo para os usuários, que têm migrado cada vez mais para meios alternativos de locomoção, como carros por aplicativo e transporte individual.
Embora o estudo para a frota elétrica esteja em sua etapa inicial, a ideia sinaliza um compromisso com a modernização e a sustentabilidade no setor. “Esse projeto pode representar um marco importante para Criciúma, colocando a cidade em um novo patamar de eficiência e respeito ao meio ambiente”, comentou um especialista em mobilidade urbana que acompanha as discussões.
Por outro lado, o possível aumento na tarifa deverá gerar impacto direto na população, especialmente nos trabalhadores que dependem do transporte público diariamente. A expectativa é que o governo apresente um equilíbrio entre o reajuste e os projetos de modernização, de modo a minimizar o descontentamento entre os usuários.
Ainda não há prazos definidos para a conclusão dos estudos ou para a implementação dos ônibus elétricos, mas a discussão reforça a necessidade de adaptação do transporte coletivo para os desafios econômicos e ambientais do futuro.











































