O falecimento do Papa Francisco nesta segunda-feira (21) reacende as discussões sobre sua sucessão no Vaticano. Entre os principais nomes cogitados está Dom Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e primeiro cardeal da Amazônia, criado por Francisco em 2022. Aos 74 anos, Steiner está apto a participar do conclave, conforme as regras da Igreja, que permitem apenas a participação de cardeais com menos de 80 anos.
Natural de Forquilhinha (SC), Dom Leonardo destacou, durante sua nomeação como cardeal, a importância da presença e do reconhecimento da Amazônia dentro da Igreja Católica. Sua atuação pastoral na região é vista como símbolo do compromisso da Igreja com questões ambientais e sociais.
Sua trajetória inclui uma sólida formação acadêmica e eclesiástica. Frade franciscano desde 1976 e ordenado sacerdote em 1978, Steiner é formado em Filosofia e Pedagogia, além de possuir doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.
Dom Leonardo também se destacou durante a pandemia de Covid-19 por sua firme oposição ao negacionismo científico. Ele chegou a afirmar que negar a ciência e dificultar o combate à pandemia era uma atitude insensível, especialmente diante da vulnerabilidade dos pobres e das pessoas em situação de rua.
Sua carreira na hierarquia da Igreja começou a ganhar maior projeção em 2005, quando foi nomeado bispo por João Paulo II. Atuou como bispo auxiliar de Brasília, indicado por Bento XVI, e foi secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por dois mandatos, consolidando sua influência dentro da Igreja brasileira.
Com a abertura do conclave prevista para ocorrer entre 15 e 20 dias após a morte ou renúncia do Papa, cerca de 130 cardeais de todo o mundo participarão da eleição. São realizadas duas votações por dia, e para que um novo Papa seja escolhido, é necessário que ele receba ao menos dois terços dos votos. A votação é secreta e conduzida por três escrutinadores. A fumaça branca que sai da chaminé da Capela Sistina indica a escolha de um novo pontífice; a fumaça preta, a continuidade das deliberações.
Além de Dom Leonardo, outros nomes também figuram entre os favoritos ao posto mais alto da Igreja Católica. No entanto, a possível eleição de um brasileiro da Amazônia representaria um marco histórico, refletindo a preocupação crescente da Igreja com temas como justiça social, meio ambiente e inclusão.











































