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A Solidão de Esperidião Amin no Senado Federal por SC

Por mais de quatro décadas, Santa Catarina tem em Esperidião Amin uma das poucas  vozes e respeitadas no Congresso Nacional. Não há quem questione sua experiência, sua leitura do Estado ou sua dedicação às pautas que afetam diretamente a vida dos catarinenses — e não à guerra ideológica ou interesses pessoais de ocasião. Mas é lamentável constatar que, hoje, Amin atua quase que solitariamente em defesa real do Estado no Senado Federal.

Jorge Seif, eleito com o apadrinhamento de Jair Bolsonaro, pouco se conecta com Santa Catarina. Sua ligação com o Rio de Janeiro é notória; sua atuação no Parlamento, discreta; e suas contribuições às questões de interesse regional, rarefeitas. Um exemplo gritante é a questão da APA da Baleia Franca, área de proteção ambiental no sul do Estado — tema que já passou por suas mãos, mas que não recebeu sequer sua digital. Nada. Nem projeto, nem defesa, nem articulação. Uma ausência que fala por si só.

A outra cadeira é ocupada por Ivete da Silveira, suplente de Jorginho Mello — hoje governador. Sua presença em Brasília é apenas protocolar: sem protagonismo, sem projetos de peso, sem iniciativas dignas de nota em pautas que moldam o futuro catarinense.

O silêncio desse duo só aumenta diante da recente ofensiva de Bolsonaro: agora ele quer importar mais um para o Senado — desta vez, seu próprio filho, Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, sem qualquer vínculo com o Estado. Uma estratégia que reproduz a lógica criticada abertamente pela FIESC no contexto econômico: sempre valorizando negócios e talentos locais, ela se posiciona contra a “importação” que drena o que é de Santa Catarina em benefício de interesses externos.

Enquanto isso, Amin segue como voz lúcida, aguerrida e serena, que não se deixa levar pela espuma das ideologias ou das redes sociais. Trabalha com foco na realidade catarinense: agro, indústria, infraestrutura, saúde, educação — pautas que impactam diretamente o dia a dia das pessoas. Ele transita no Congresso com respeito, dialoga com todas as correntes e não precisa gritar para ser ouvido.

Santa Catarina não merece senadores ausentes ou de fachada. Precisa de representantes que conheçam de verdade o interior do Estado, que visitem suas cidades, conversem com lideranças e levem suas demandas para Brasília. Precisamos de vozes que falem por aqui — não apenas repitam slogans do Rio ou de Brasília.

A solidão de Esperidião Amin é um alerta, não para ele — que tem história e solidez — mas para os eleitores catarinenses, chamados às urnas em breve. Quem quer ser representado por quem nunca pisou no Oeste, no Vale ou no Planalto Serrano? Quem aceita ver o Senado de SC virar palanque para interesses que não sejam o dos catarinenses?

É hora de refletir. Antes que a solidão de Amin vire também a solidão dos catarinenses em Brasília.

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8 respostas

  1. Quem conhece e acompanha o trabalho de décadas do Senador Amin, sabe do seu nível de comprometimento com os catarinenses. Sempre ético, nunca se manifesta sem conhecer com profundidade sobre. Respeitado nacionalmente. Merece nosso respeito e reconhecimento.

    1. SC não pode perder a oportunidade de reconduzir Esperidiao ao Senado. Tem curriculo e hitoria de serviços prestados a SC e o Brasil. Só quem tem competência, conhecimento, capacidade e honestidade, pode posicionar-se da forma que Ela faz.
      Jorge Seif tem uma representação pífia no congresso, e Ivete Silveira, sem comentários, um peso morto e Carlos Bolsonaro uma afronta aos catarinenses.
      Vamos eleger Esperidiao.

  2. Nós catarinenses temos pessoas excelentes natos do nosso estado para serem ótimos (as) senadores(AS). Não podemos aceitar forasteiro que nunca fez nada por SC ocupar espaço para se beneficiar da vaga de senador. Isso seria desprezar os catarinenses.

  3. Me sinto bem representado por Espiridião, voto e faço campanha sempre pra Ele. Inteligente e comprometido com as causas de Santa Catarina.

  4. Reconduzir Esperidião á Câmara Alta, é um dever do povo catarinense.
    Mas, não podemos esquecer, que o Senador Jorge Seif, representa a direita.
    No meu entendimento, Esperidião é um ícone. O Jorge Seif, deverá ser contatado para externar mais seu trabalho. Todavia é um Senador admirável e que devemos dar credibilidade.

  5. Novamente farei campanha e votarei no Dom. Lamentável que dona Ângela não está no Congresso. Espero que 2026 a possamos eleger. Trata-se de casal humilde, trabalhador, CATARINENSE, que sempre cumprimenta e recebe a todos, independente de época, se próximo ou não de eleições. Tem conhecimento e buscam o melhor para SC. Esperidião e Angela, se candidatos terão meu voto e de familiares.

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