O cenário político catarinense ganhou contornos definitivos na noite da última terça-feira. Em uma grande mobilização que movimentou a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSB) teve seu nome oficializado para a disputa ao Centro Administrativo. Ele liderará a frente Campo Democrático, que reúne sete partidos de esquerda e centro-esquerda no Estado.
O ato, que lotou simultaneamente o plenário principal, o plenarinho e o auditório Antonieta de Barros, serviu como demonstração de força da militância. Para além da oficialização das candidaturas, o evento marcou a consolidação de uma aliança pragmática que tenta rivalizar com a hegemonia da extrema-direita na região.
A composição da chapa majoritária
A estrutura da coligação aposta na pluralidade partidária para tentar dialogar com diferentes fatias do eleitorado catarinense:
Governador: Gelson Merisio (PSB)
Vice-governadora: Angela Albino (PDT)
Senado: Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL)
Suplentes de Décio Lima: Elaine Huber (PDT) e Fernanda Klitzke (PT)
Suplentes de Afrânio Boppré: Luci Choinacki (PT) e Aparecida da Silva (PT)
A presença de lideranças nacionais, como Edinho Silva (presidente do PT) e Paula Coradi (presidente do PSOL), reforçou o peso estratégico que a disputa no Sul tem para o projeto nacional — com foco direto na sustentação e reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O tom do discurso: Duras críticas à gestão e ao extremismo
Longe do discurso moderado de bastidor, a fala de Merisio no plenário da Alesc deu o tom do que será a sua narrativa de campanha. O ex-deputado mirou diretamente na atual administração e na polarização ideológica:
“Precisamos recuperar Santa Catarina das garras dos extremistas, recuperar os bons indicadores, pois hoje o que temos é um Estado que vive de propaganda, enquanto a nossa educação e a nossa saúde apresentam números vergonhosos. (…) O discurso de ódio da extrema-direita catarinense cria essa imagem que nos envergonha e que precisamos mudar.”
— Gelson Merisio, candidato ao Governo de SC.
Merisio citou dados sensíveis para o eleitorado local, ressaltando o encolhimento do efetivo policial em relação à última década, defasagem salarial na educação e os índices alarmantes de feminicídio no Estado.
Complementando a narrativa, Angela Albino (PDT) trouxe a pauta da representatividade feminina para o centro do palco, destacando a trajetória histórica das mulheres na formação do Estado e o compromisso de ampliar espaços de liderança.











































