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Transformação das organizações redefine a gestão de pessoas

Experiência da ExpoMais reuniu especialistas para discutir cultura organizacional, saúde mental, escuta ativa e o papel estratégico de lideranças e equipes

 

A transformação das organizações ampliou o papel da gestão de pessoas. Mais do que administrar processos, a área passou a assumir protagonismo na construção da cultura organizacional, no desenvolvimento das lideranças e na criação de ambientes capazes de promover bem-estar, engajamento e resultados. Essa foi a principal mensagem da Experiência RH Pro, uma das trilhas da décima edição da ExpoMais.

 

Voltada a gestores e profissionais de recursos humanos, a programação reuniu especialistas para discutir cultura organizacional, marca empregadora, saúde mental, escuta ativa e relacionamento, mostrando que o desenvolvimento das organizações depende, cada vez mais, da capacidade de compreender as pessoas e transformar essa compreensão em práticas consistentes.

 

Entre os temas centrais da experiência esteve a construção de uma cultura organizacional coerente com aquilo que a empresa comunica e vivencia diariamente.

 

Consultor de Comunicação e ex-gerente de comunicação interna do Grupo Casas Bahia, Adriano Zanni destacou que, em um cenário no qual as organizações já não controlam sozinhas a forma como são percebidas, a marca empregadora depende da coerência entre discurso e prática. “A cultura é percepção. É preciso aproximar o que está na parede da empresa daquilo que se pratica”, afirmou.

 

A mesma reflexão apareceu sob outra perspectiva na apresentação de Gisele Piernikarz, head de DHO da Tirolez. Ao compartilhar o case da empresa, a executiva mostrou como a escuta ativa orientou um processo de transformação sem que a organização perdesse sua essência.

 

“Cultura é consistência”, resumiu Gisele, ao defender que os valores organizacionais precisam estar presentes nas decisões e nas relações construídas diariamente.

 

Olhar para as pessoas tornou-se estratégico

 

A programação também evidenciou que os desafios atuais da gestão de pessoas exigem uma atenção cada vez maior ao comportamento humano e à saúde mental.

 

Ex-diretor de Recursos Humanos da Whirlpool Corporation e atual diretor e head de Gente, Gestão e Cultura da AD’ORO, Luiz Carlos Bittencourt Junior abordou o presenteísmo – situação em que o profissional está fisicamente no trabalho, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades – e os desafios que esse cenário impõe à gestão de pessoas.

 

Ao relacionar o tema à saúde mental e ao bem-estar, alertou para a necessidade de as lideranças perceberem sinais que muitas vezes não aparecem nos indicadores tradicionais das organizações. “O presenteísmo é uma epidemia silenciosa a qual precisamos prestar atenção”, defendeu.

 

A discussão reforçou que promover ambientes saudáveis deixou de ser apenas uma ação de bem-estar e passou a representar um fator estratégico para o desempenho das equipes e a sustentabilidade das organizações.

 

Relações também constroem desenvolvimento

 

A experiência foi encerrada com uma dinâmica de networking conduzida por Andressa Fabris, fundadora da Alfa Comunicação e Conteúdo, que convidou os participantes a refletirem sobre comunicação, relacionamento e troca de experiências entre profissionais.

 

Ao estimular conexões entre profissionais de diferentes empresas, a atividade mostrou que o desenvolvimento também acontece por meio da escuta, do compartilhamento de desafios e da construção de redes de confiança.

 

Para Andressa, o networking não é uma habilidade restrita a determinados perfis profissionais, mas uma competência que precisa ser desenvolvida conscientemente ao longo da trajetória de cada pessoa.

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