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Marca empregadora se fortalece quando cultura, inovação e pessoas caminham juntas

Experiência da ExpoMais reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir como tecnologia, comportamento e relações humanas tornam organizações mais atrativas

A construção de uma marca empregadora vai muito além da comunicação ou das ações voltadas ao recrutamento. Ela começa na cultura organizacional, passa pela capacidade de inovar, compreender as transformações do mercado, desenvolver pessoas e fortalecer relações. Essa foi a principal mensagem da Experiência Marca Empregadora, uma das trilhas da décima edição da ExpoMais.

Voltada a profissionais de diferentes áreas das organizações, a programação reuniu palestras e dinâmicas que abordaram inovação, inteligência artificial, comportamento humano e networking, mostrando que a reputação de uma empresa como lugar para trabalhar é resultado das experiências vividas diariamente por colaboradores e lideranças.

Em sua participação, Henri Karam, diretor de comunicação e relações públicas da BYD Brasil, utilizou a trajetória de crescimento da empresa para mostrar que organizações capazes de antecipar mudanças conseguem transformar desafios em oportunidades.

Ao compartilhar a evolução da companhia, o executivo destacou que a inovação não acontece por acaso, mas é resultado de uma cultura construída para aprender continuamente, questionar modelos estabelecidos e acompanhar as transformações do mercado.

“A experiência de mercado é importante, mas ela não pode se transformar em uma ‘certeza absoluta’. Conhecer o setor não pode significar ficar cego para o mundo”, ressaltou.

Inteligência artificial é estratégica

As discussões também avaliaram o impacto da inteligência artificial sobre as organizações. Em palestra apresentada pela Totvs, o head de IA da empresa, Ramon Martins da Silva, mostrou que a transformação digital exige mais do que incorporar novas ferramentas: demanda compreender um cenário em que a inteligência artificial passa a atuar de forma cada vez mais autônoma e estratégica.

“A coisa mais importante que precisamos saber sobre a IA é que ela não é uma ferramenta, ela é um agente. É a primeira tecnologia criada pelo ser humano capaz de tomar decisões e criar novas ideias de forma autônoma”, apontou.

A reflexão reforçou que, mais do que incorporar novas tecnologias, construir uma marca empregadora passa pela capacidade de preparar pessoas para atuar em um cenário de mudanças constantes.

As pessoas seguem no centro das transformações

 

A programação também direcionou o olhar para as relações humanas dentro das organizações e de como as pessoas continuam no centro das transformações.

Psicoterapeuta e especialista em desenvolvimento humano, Márcio Schultz conduziu uma reflexão sobre gerações, autoconhecimento e liderança, mostrando que compreender diferentes formas de pensar é um passo essencial para fortalecer equipes e construir ambientes mais colaborativos.

“As experiências que alguém teve não podem limitar a sua capacidade de compreender outras maneiras de funcionar. Não significa deixar de ser quem você é, mas entender que existem outras formas de pensar e de agir”, salientou.

A proposta encontrou continuidade na dinâmica conduzida por Diego Piovesan, fundador da Metoludi, que transformou o networking em uma experiência prática de construção de vínculos entre os participantes.

Em vez de uma apresentação convencional, os profissionais foram convidados a conhecer pessoas de diferentes empresas, compartilhar desafios e refletir sobre como a cultura organizacional se fortalece por meio das relações cotidianas.

“O conhecimento está principalmente nos vínculos. Ele não está só nos indivíduos, mas nas relações que são construídas todos os dias. É aí que surge a inteligência coletiva”, afirmou Piovesan.

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