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PL e NOVO tensionam base e aceleram rearranjo político em Santa Catarina

Os movimentos mais recentes no tabuleiro político catarinense indicam que a base do governador Jorginho Mello (PL) pode passar por uma reconfiguração profunda e mais rápida do que se imaginava. A confirmação do prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), como vice na chapa da reeleição não apenas surpreendeu aliados históricos, como também funcionou como gatilho para uma reação em cadeia entre partidos que hoje integram o governo.

O primeiro efeito concreto foi sentido no MDB. Um dia após anunciar um projeto próprio para disputar o governo do Estado, o partido já se vê diante da possibilidade de rever a estratégia.

Movimento semelhante está previsto com o Progressistas. Integrantes do PP também devem se reunir para tratar de alianças, em encontro que terá a participação virtual do senador Esperidião Amin, que cumpre agenda no Japão.

Essas articulações são reflexo direto da decisão de Jorginho Mello de fechar a chapa com o NOVO, descartando ao menos neste momento a expectativa do MDB de ocupar a vaga de vice. Nos bastidores, a leitura é de que o governador optou por uma composição mais ideológica e urbana, mas acabou abrindo flancos importantes no interior e no centro do espectro político.

Em conversa com a coluna, João Rodrigues foi direto ao avaliar a escolha do governador. “Ele errou o cálculo”, afirmou, classificando a decisão como precipitada. Para o prefeito de Chapecó, a definição antecipada da chapa acabou estimulando adversários e acelerando movimentos que talvez não ocorressem agora.

O fato é que a aliança PL–NOVO, que buscava transmitir estabilidade, pode acabar produzindo o efeito inverso: isolamento. MDB, PSD e PP agora conversam entre si, e a hipótese de um descarte coletivo das demais siglas do atual governo deixou de ser apenas especulação. O jogo está aberto e mais embaralhado do que nunca.

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