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O quase eterno de Eduardo Baptista

A discussão sobre a permanência de Eduardo Baptista no comando do Criciúma EC deixou de ser apenas análise de desempenho e passou a ser debate sobre ambição. Porque, no futebol, competir é importante mas não pode ser o objetivo final de quem investe para subir.

Desde o título da Copa Verde de 2021, pelo Clube do Remo, o treinador acumula meia década sem conquistas ou acessos. Não é um detalhe estatístico; é um recorte que ajuda a entender por que a desconfiança cresce mesmo quando os números não são ruins.

A Série B que anima e frustra ao mesmo tempo

O aproveitamento de 58% na Campeonato Brasileiro Série B de 2025 mostra um time competitivo, organizado e capaz de reagir após assumir na zona de rebaixamento. Mas o futebol não premia campanhas “honrosas”. O Criciúma terminou em 5º exatamente na fronteira entre o elogio e a frustração.

Para um clube com investimento relevante e discurso de protagonismo, bater na trave não pode virar padrão.

Irregularidade que virou rotina em 2026

O início de temporada reforça a sensação de que o time não evoluiu. Campanha instável no Campeonato Catarinense e eliminação para a Chapecoense evidenciaram um problema recorrente: o Criciúma compete, mas não se impõe.

Mais do que resultados pontuais, falta identidade. O torcedor ainda tenta entender qual é o time titular, qual é a ideia de jogo e qual é o plano a longo prazo.

Elenco caro, respostas baratas

Com uma das maiores folhas da Série B, a expectativa naturalmente sobe. E é aí que a cobrança ganha força: testes excessivos, improvisações e oscilações não combinam com um elenco montado para brigar na parte de cima.

O empate por 2×2 com o Concórdia Atlético Clube na Taça Acesc, na noite de ontem (12), reforçou essa sensação de time que não consegue sustentar desempenho. Explicações sobre desgaste ou distância da família são compreensíveis do ponto de vista humano, mas insuficientes no aspecto esportivo e profissional.

O limite da paciência

Eduardo Baptista não é um treinador incapaz os números provam isso. A questão é outra: o Criciúma precisa apenas de um técnico competitivo ou de um técnico vencedor?

Projetos no futebol têm prazo de validade. E quando a evolução não se traduz em conquistas, a narrativa de “processo” começa a soar como justificativa.

Hoje, a permanência do treinador ainda encontra respaldo nos resultados razoáveis. Mas a margem diminui a cada tropeço. Porque, para um clube que quer voltar à elite, competitividade sem entrega já não é suficiente é apenas o mínimo.

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