Enquanto muitos comentaristas debatem sobre figuras nacionais e fórmulas políticas desgastadas, algo de concreto começa a tomar forma no tabuleiro do poder em Santa Catarina e vem do Sul. O governador Jorginho Mello (PL) está prestes a insuflar novo fôlego ao seu governo com um nome que representa não apenas juventude, mas articulação regional e potencial de agregar além das fronteiras tradicionais do poder estadual: Aroldo Frigo Jr.
Frigo Jr., ex-vereador do município de Nova Veneza, ganhou menções elogiosas no cenário político catarinense pela sua atuação comprometida com a cultura local especialmente a forte colônia italiana que caracteriza sua cidade natal e pela sua capacidade de construir pontes, tanto dentro quanto fora do Estado. Ele foi o vereador mais votado de Nova Veneza em 2022 e ficou como 6º suplente a deputado estadual, com 6.342 votos, desempenho que já sinaliza relevância política e capacidade de mobilização local. No próximo pleito em 2026, será um dos coordenadores de campanha do então pré-candidato Delegado Ulisses Gabriel, demonstrando músculo estratégico dentro de um universo político mais amplo.
O nome de Frigo Jr. tem circulado nos corredores do poder com cada vez mais força nos últimos dias. Em recente passagem do governador Jorginho Mello por Criciúma, durante entregas de obras e ações do programa Santa Catarina Levada a Sério, houve um encontro reservado entre Jorginho e o jovem político, acompanhado de perto pela secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, hoje uma das figuras com maior interlocução dentro do governo, não apenas em temas educacionais, mas também como voz influente em pautas que tangem diretamente os interesses do Sul catarinense.
O recado foi claro: Frigo foi convidado a compor o governo estadual. Não como um nome qualquer, mas como peça estratégica numa região que, historicamente, luta por mais representatividade.
E por que isso importa?
Frigo Jr. não é apenas “mais um nome”. Ele é um símbolo de articulação cultural e política, especialmente por sua ligação com a colônia italiana e por ter sido agraciado e destacado em sessões solenes da Assembleia Legislativa por seu protagonismo na divulgação da cultura italiana de Santa Catarina reconhecimento que ultrapassa o municipal e o coloquial para entrar no campo do político estratégico.
No tabuleiro político atual, a possibilidade de Frigo assumir uma secretaria adjunta de Estado da Cultura — ou papel equivalente — representa mais do que uma simples nomeação técnica: trata-se de reconhecimento estratégico não apenas do Sul, mas de uma nova geração de líderes que entendem SC como algo além do eixo tradicional.
É também um recado político. Jorginho sinaliza que entende a importância de construir uma base que vá além das alianças tradicionais no meio político e econômico do Estado. Em tempos em que discursos de renovação são cada vez mais cobrados pela população, trazer um nome com energia jovem, forte garra regional e capacidade de transitar entre cultura, política e articulação social não é apenas inteligente é necessário.
Se confirmado, esse movimento pode repercutir bem além de Criciúma e Nova Veneza. Pode representar o começo de uma nova narrativa política em Santa Catarina onde Sul, Juventude e Cultura convergem para transformar o governo num palco de maior pluralidade e coragem.











































