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Júlia Zanatta confronta Ulisses Gabriel e afirma: ‘Ele não será candidato

Em entrevista à Rádio Araranguá, a deputada federal Júlia Zanatta (PL) trouxe à tona temas que movimentam os bastidores da política catarinense e nacional. Da possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo Estado, às articulações do delegado Ulisses Gabriel, passando por críticas à moeda digital DREX, em desenvolvimento pelo Banco Central, a parlamentar não poupou declarações diretas.

Carlos Bolsonaro no Senado
Segundo Zanatta, a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina é praticamente dada como certa. “Vi uma pesquisa que o Carlos pontuou com 45% à frente. Essa situação já estava confirmada há algum tempo. O próprio Bolsonaro confirmou essa escolha quando podia falar, porque agora não pode mais devido ao STF. Além disso, o governador Jorginho Mello também confirmou a escolha”, destacou.

Delegado Ulisses Gabriel
Sobre o delegado Ulisses Gabriel, que tem sido apontado como possível candidato, a deputada foi categórica ao afirmar não acreditar em sua participação na disputa. “Recentemente fiz uma entrega de uma caminhonete para a Polícia Civil em Criciúma, e ele estava presente. Quando perguntado sobre uma eventual campanha, respondeu que não era candidato. Além disso, quando me ligou pedindo apoio para ser nomeado delegado-geral da Polícia, fez o compromisso de que não teria mais intenção política. Ele deu essa palavra e acredito que seja homem suficiente para cumpri-la.

Espaço no PL
Zanatta também deixou claro seu posicionamento em relação ao espaço político dentro do PL em Santa Catarina. “Acho que ele não tem espaço no PL, talvez em outro partido. Mas me deve uma resposta, porque na hora da indicação ele me ligou. Estou no PL desde 2020, fui a mais votada e ajudei muitas eleições. Precisamos ser respeitados. Hoje somos uma referência nacional”, ressaltou.

Críticas ao DREX
A deputada aproveitou a entrevista para reforçar sua oposição ao DREX, moeda digital em desenvolvimento pelo Banco Central. “É uma moeda digital centralizada pelo BC. Existe um projeto de lei do PT para extinguir o dinheiro físico. Isso tira nossa liberdade financeira, porque com dinheiro físico ninguém sabe onde gastamos, mas com a moeda digital o governo terá acesso ao nosso perfil de consumo e poderá taxar toda a cadeia. Por isso, apresentei um projeto de lei e uma PEC — que já tem 162 das 171 assinaturas necessárias — para que qualquer moeda digital passe pelo Congresso antes de ser criada. Estão falando em implantar já no ano que vem. Assinem nossa petição: Não ao DREX”, concluiu.

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