Espaço oferecerá proteção, apoio integral e oportunidade de recomeço com segurança
Para oferecer um novo recomeço a mulheres vítimas de violência doméstica e outros tipos de agressão, a Prefeitura de Criciúma projeta uma casa de acolhimento. Mais do que um abrigo temporário, a proposta é garantir o suporte integral para que todas possam reconstruir suas vidas com autonomia e segurança. A iniciativa terá capacidade para até 15 mulheres, além de seus dependentes. A previsão é de que a adequação do local seja concluída até o fim de maio.
“Quando uma mulher chega a precisar de acolhimento é porque já enfrentou situações muito difíceis, muitas vezes sozinha e com medo. O que queremos com essa casa é oferecer mais do que proteção: é dar um novo começo, com respeito, dignidade e a certeza de que ela não está mais sozinha. É um espaço para recomeçar, para se fortalecer e voltar a acreditar em si mesma e no futuro”, ressalta o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
A casa será destinada a mulheres com medidas protetivas e que não possuem rede de apoio ou condições financeiras de se manterem de forma independente. O espaço contará com estrutura completa, incluindo dormitórios, áreas de convivência, cozinha, refeitório e área externa, além de acessibilidade. Uma equipe técnica será responsável pelo acolhimento, oferecendo encaminhamentos para serviços de saúde, educação e inserção no mercado de trabalho.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego, atualmente Criciúma já realiza o acolhimento de mulheres vítimas de violência em quartos de hotel. “Acompanhamos de perto histórias de mulheres que precisam sair de casa sem saber para onde ir, muitas vezes com filhos pequenos. Esse novo espaço vem para acolher com estrutura, escuta e cuidado. É um lugar onde elas poderão se reorganizar e começar a reconstruir suas vidas com segurança e apoio”, destaca a secretária.
O Município também disponibiliza o benefício de aluguel social para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, possibilitando a continuidade do processo de recomeço fora da casa. Em casos em que a família da vítima reside em outro município ou estado, também é oferecida passagem de ônibus, garantindo o deslocamento com segurança até o destino.
Para a segurança de todas as acolhidas, a casa não terá identificação externa e o endereço não será divulgado. O encaminhamento das mulheres será feito por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), após o registro de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), localizada na Rua Desembargador Pedro Silva, esquina com a Rua General Lauro Sodré, no bairro Comerciário.











































