Nicolás Maduro tomou posse nesta sexta-feira (10) para um terceiro mandato como presidente da Venezuela, em um contexto político marcado por tensões e repressão crescente contra opositores. Paralelamente à cerimônia de posse, um protesto liderado pela líder opositora Maria Corina Machado trouxe à tona novos episódios de conflito no país.
Protesto e controvérsias
Durante a manifestação, Machado declarou que “o regime de Maduro chegou ao fim”, reforçando sua postura crítica ao governo chavista. Contudo, o protesto foi marcado por relatos de violência. Segundo testemunhas, Maria Corina Machado teria sido detida à força por militares chavistas, que supostamente dispararam armas de fogo no local e a forçaram a gravar vídeos antes de ser liberada.
As denúncias provocaram indignação entre apoiadores da oposição e organizações internacionais de direitos humanos. Entretanto, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, negou as acusações, classificando os relatos como “invenções” e afirmando que o governo não realiza ações arbitrárias contra líderes opositores.
Cenário de repressão
A posse de Maduro ocorre em meio a um aumento nas denúncias de perseguição a dissidentes, reforçando o isolamento político do país e as críticas da comunidade internacional. O episódio envolvendo Maria Corina Machado ilustra os desafios enfrentados pela oposição na tentativa de pressionar por mudanças democráticas na Venezuela.











































