Em meio às celebrações do centenário de emancipação político-administrativa de Criciúma, uma antiga polêmica volta à cena: o ex-vereador e ex-prefeito interino Itamar da Silva cobra a reintegração definitiva de sua foto na galeria dos ex-prefeitos do município.
Itamar assumiu a chefia do Executivo em 2013, após a cassação da chapa de Clésio Salvaro, período em que presidia a Câmara de Vereadores. Apesar de figurar oficialmente na lista de prefeitos da cidade, sua foto foi retirada da galeria por decisão de Salvaro, em meio a embates políticos internos. Posteriormente, durante a interinidade de Ricardo Fabris (MDB), o quadro chegou a ser recolocado, reacendendo a disputa simbólica.
Agora, com os 100 anos de Criciúma, Itamar defende que este seria o momento ideal para corrigir o que chama de “apagamento histórico”. Em entrevista ao portal, afirmou já ter buscado diálogo com o atual prefeito Vagner Espíndola, pedindo a reparação.
Breve genealogia política e precedentes
Itamar foi vereador e chegou à presidência da Câmara Municipal de Criciúma.
Com a cassação da chapa de Clésio Salvaro em 2013, assumiu interinamente o Executivo até a realização da eleição suplementar.
Na disputa, Márcio Búrigo venceu com mais de 72% dos votos, mas o nome de Itamar passou a integrar oficialmente a lista de prefeitos de Criciúma.
Sua foto, no entanto, foi alvo de idas e vindas: retirada durante a gestão Salvaro e recolocada em 2024 pelo interino Ricardo Fabris, gesto que reabriu a discussão sobre a legitimidade da galeria.
O simbolismo da disputa
A questão ultrapassa o campo pessoal e se insere no debate sobre quem é reconhecido oficialmente na memória política da cidade. A presença — ou ausência — na galeria do Paço Municipal funciona como termômetro simbólico de legitimidade histórica.
Enquanto Criciúma comemora seu centenário com obras, shows e inaugurações, a disputa em torno de um quadro mostra que o passado político ainda pesa sobre as paredes do poder.











































