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Entre padrinhos, convites e dilemas: qual será o próximo Partido de Geovania de Sá?

O futuro político-partidário da deputada federal Geovania de Sá (PSDB) se tornou um dos temas mais comentados nos bastidores da política catarinense. A parlamentar, que hoje ocupa uma cadeira em Brasília após longa espera como suplente, avalia com cautela qual será seu próximo passo e evita dar sinais precipitados.

A dificuldade do PSDB em Santa Catarina e no cenário nacional é um dos principais fatores dessa indefinição. Na última eleição, os tucanos firmaram federação com o Solidariedade, mas faltaram apenas 119 votos para eleger dois deputados federais no Estado. Na ocasião, mesmo com quase 90 mil votos, Geovania ficou com a primeira suplência, e quem assumiu a cadeira foi Carmen Zanotto (SD), que logo se licenciou para comandar a Secretaria de Estado da Saúde no governo Jorginho Mello (PL).

Com a eleição municipal de 2024, Zanotto se elegeu prefeita de Lages, o que abriu definitivamente espaço para Geovania se tornar deputada federal efetiva. Experiência que, segundo ela, não pretende reviver. “Não quero passar novamente pela situação de ficar na suplência. Por isso busco um projeto sólido para levar o meu time”, afirmou em recente  entrevista à Rádio Eldorado, ao programa de João Paulo Messer.

Entre convites e dilemas

A deputada admite que tem recebido convites de diversos partidos e já participou de reuniões importantes. Entre as conversas mais comentadas estão os contatos com o senador Esperidião Amin (PP) e com o presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, mas a possibilidade foi logo descartada.

O caminho natural, segundo aliados, seria o PSD, legenda do ex-prefeito Clésio Salvaro, seu padrinho político e principal referência na vida pública. No entanto, a presença do deputado Julio Garcia, amigo de longa data e potencial candidato ao mesmo cargo, torna essa decisão delicada.

“Eu me criei dando bom dia para o Julio Garcia, ele frequentando a casa dos meus pais. Éramos vizinhos de porta. Como vou ter coragem de concorrer contra ele no mesmo partido?”, disse Geovania, reforçando a proximidade pessoal.

Sobre Salvaro, a parlamentar é enfática: “Vou apoiar ele onde estiver, só não estarei junto se o partido que escolher tiver outro candidato para governo do Estado. Sempre respeitei as posições do ex-prefeito, um exemplo claro foi em 2012, quando me coloquei à disposição para disputar a prefeitura de Criciúma, e agora em 2024 novamente estive à disposição para concorrer ao Executivo municipal. Ele disse não nas duas oportunidades, eu respeitei e trabalhei para os escolhidos no período (Marcio Búrigo e Vagner Espindola).”

O aceno ao Republicanos

Nos bastidores, o que ganha força é a possibilidade de Geovania migrar para o Republicanos. A legenda já declarou apoio à reeleição de Jorginho Mello (PL) e mantém alinhamento com o projeto governista estadual. A deputada estaria bem encaminhada nas negociações, restando apenas ajustes finais.

A escolha, entretanto, exige cálculo cuidadoso: Geovania precisa equilibrar seu capital eleitoral, o respeito ao padrinho político Clésio Salvaro e a consolidação de uma base eleitoral sólida para o futuro.

Com o tabuleiro de 2026 já em movimentação, o destino da deputada tucana poderá ser um dos movimentos mais estratégicos da política catarinense nos próximos meses.

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