O governo brasileiro vai criar uma força-tarefa para ajudar diretamente na negociação de hospedagens para delegações estrangeiras em Belém durante a COP30. Nesta sexta-feira (22), o Brasil negou um pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para subsidiar a acomodação dos países e pediu que a entidade amplie auxílio financeiro dado às nações para participar da conferência.
Subsídio da ONU
A ONU chegou a pedir que o Brasil fornecesse auxílio financeiro para os países participantes da conferência. A proposta foi negada pela organização brasileira. “A carta de ontem da ONU pedia explicitamente, sem limitação do número de negociadores, que a gente garantisse US$ 100 para os países menos desenvolvidos e insulares e uma outra faixa para os países desenvolvidos. Falamos claramente que o Brasil não tem condição, mas que (apoiamos) essa proposta de a ONU subir um pouquinho a contribuição que dá”, disse Miriam Belchior.
Força-tarefa
Nesse contexto, o Brasil vai criar uma força-tarefa com funcionários dos Ministérios das Relações Exteriores, do Turismo, do Meio Ambiente e Mudança do clima, e com membros da secretaria da COP para auxiliar as delegações estrangeiras nas negociações por hospedagem. “A ideia é que a gente tenha um grupo de pessoas que possa ligar para polos focais da própria ONU nesses países para perguntar, saber o que está acontecendo e ver o que a gente consegue resolver”, explicou o secretário extraordinário da COP30, Valter Correia.
Segundo ele, o Brasil vai entrar em contato primeiro com os países mais pobres, que têm sido os mais afetados pela crise de hospedagem, e depois para os demais para “achar alternativa com conhecimento local”. “O governo do Estado tem um conhecimento vasto sobre condomínios, pessoas (com imóveis para locação), que pode ajudar”, disse.
*Com informações do Estadão Conteúdo











































