Nesta quinta-feira (13), Não-Me-Toque, Cerro Largo, Passa Sete e Coronel Bicaco decretaram emergência.
O município de Sede Nova, a cerca de 450 km de Porto Alegre, decretou calamidade pública na tarde desta quinta-feira (13), após a passagem do ciclone extratropical pelo Rio Grande do Sul.
Segundo a Defesa Civil municipal, o vendaval destelhou casas e prejudicou a estrutura de prédios públicos, como a Prefeitura, a Secretaria de Assistência Social e Unidades Básicas de Saúde. Cerca de 500 residências foram atingidas, e 21 pessoas ficaram feridas, mas sem gravidade.
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“Telefonei ao prefeito de Sede Nova, Leandro Corteletti. A Defesa Civil já está enviando um caminhão com 100 kits de higiene e 100 cestas básicas para colaborar com o município. A escola estadual da cidade também sofreu avarias no telhado”, disse Gabriel Souza (MDB), governador em exercício do Rio Grande do Sul, na manhã desta quinta.
Até o início da noite de quinta, a cidade estava sem energia elétrica e sem água. O vento derrubou árvores e postes, e o trânsito foi interrompido. A Corsan disponibilizou abastecimento aos moradores por meio de um caminhão bitrem.
Famílias atingidas se abrigaram no salão da Paróquia São José. Todas as aulas e atividades previstas para essa semana foram canceladas.
Emergência
Outros municípios decretaram situação de emergência nesta quinta: Não-Me-Toque, Coronel Bicaco, Cerro Largo e Passa Sete.
Em Passa Sete, a cerca de 225 km de Porto Alegre, aproximadamente 100 casas foram danificadas pela queda de granizo. Entre os problemas no município está a subida do rio Baixo Passa Sete, que arrancou metade de uma ponte na localidade de mesmo nome.
Em Cerro Largo, a cerca de 490 km de Porto Alegre, a prefeitura aponta danos materiais e prejuízos econômicos levantados pela Defesa Civil do município após um volume de chuva de cerca de 140 mm durante a passagem do evento climático.
Em Não-Me-Toque, no Norte do RS, foram registrados mais de 200 milímetros de chuva em 24 horas. De acordo com a prefeitura, estradas e pontes foram danificadas no município. Equipes da prefeitura estão trabalhando nesses locais para melhorar as condições e liberar a passagem. Também houve perdas nas lavouras de trigo. As aulas foram canceladas nas escolas por causa das dificuldades de acesso.
Prefeitura e Defesa Civil de Não-Me-Toque ainda estão calculando os prejuízos. As instituições estão viabilizando a contratação emergencial de maquinário e materiais de construção para ajudar as famílias atingidas.
Na quarta, outros três municípios haviam decretado situação de emergência: Vera Cruz, a 161 km de Porto Alegre, Sobradinho, na Região Central, e Jóia, no Noroeste.
Calamidade pública e emergência, qual a diferença?
A diferença entre estados de calamidade e emergência diz respeito à capacidade ação do Poder Público à crise apresentada. De acordo com o Decreto nº 7.257, de 4 de agosto de 2010, os dois casos preveem uma situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos.
No entanto, no caso da situação de emergência, o Estado e sua capacidade de resposta são comprometidos parcialmente.
No caso de calamidade, “o comprometimento da capacidade de resposta do Poder Público do ente atingido é substancial”, de acordo com o decreto.
O reconhecimento deve ser solicitado pelo prefeito e reconhecido pelo governo federal. Após análise das informações, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no Diário Oficial da União com a especificação do valor a ser liberado.
Via; G1











































